20.12.09

aê 2009, foi demais...


...vamos ver 2010.

19.12.09

Don't Go Breaking My Heart



Elton John & Miss Piggy <3

18.12.09

Life is sweet

And the livin' is easy.



[Hollywood inventor Joe Gilpin riding motorboard-motorized surfboard.]

17.12.09

Louvre, leve e solto

Tulipa Ruiz vê o Louvre:


17.11.09

Atingindo o vazio extremo


Atingindo o vazio extremo
conservar−se firme no repouso
as dez mil coisas confluindo
eu assim as contemplo no refluxo:
eis que as coisas no florescimento
retornam uma a uma à raiz
o retorno à raiz soa:
repouso
isto se diz:
retornar ao destino
o retorno ao destino soa:
eternidade
conhecer a eternidade soa:
alumbramento
não conhecer a eternidade é tresloucar no azar
quem conhece a eternidade
torna-se tolerante
então justiça
justiça
então mediação
mediação
então céu
céu
então Tao
Tao
então duração
dissolvendo−se o corpo
não se corre mais perigo.

[Tao Te King, Lao−Tsé - cap. XVI]

15.10.09

ian, 9, vendo uma foto de feridos na faixa de gaza no jornal:

"olha, a Zombie walk..."
"hm, não, esse é de verdade."
"..."

23.9.09

Sempre há um barco para outro lugar


Erlend Øye, me dá uma carona?

22.8.09

this is life

video

and everything is all right.

19.8.09

e os dentes da paisagem


Diário de Bernfried Järvi, 10 de Junho de 1978
Há vários dias que as nuvens insistem em mostrar os dentes e morder tudo à sua passagem. Assim, de dois guarda-chuvas que comprei recentemente na Baixa, restam os ossos.

(rui manoel amaral)

2.8.09

falta eu acordar

Alto Paraíso de Goiás - GO

faltava abandonar a velha escola
tomar o mundo feito Coca-Cola,

3.7.09

LOUVADO SEJE

Richard Dawkins é o messias dos ateus.

2.7.09

Vagalumes ensandecidos dizem here's johnny

[assistindo Animal Planet]

- Ian, sabe o q é ‘bioluminescência’?
- Não.
- Pensa na palavra: bio…
- Vida…
- Isso. Luminescência...
- … iluminado?
- Isso, então ‘bio-luminescência’ são...
- ... larvas com um machado?


Vagalumes ensandecidos

- Ian, sabe o q é bioluminescência?
- não.
- pensa na palavra: bio..
- vida.
- luminiscência...
- iluminado?
- isso, bio-luminiscência...
- uma larva com um machado?

25.6.09

Primeira aula de levitação:

use o elevador.


Antes que a minha vida se torne a tua
A força que me comanda em tuas mãos
Um pacto de catecismos e cataclismos
Deve ser firmado na areia e então apagado
Pelo mar que nos rodeia e nos persiste
Para que a gente esqueça de uma vez o que era o mundo
Antes que tudo comece ou termine
Em fulgurações ou ossos a pino
Constelações perdidas
Olhos flutuantes
Dentes e flores

[Texto: Ronaldo Bressane
Ilustração: Eva Uviedo
Localização: Elevador H do Sesc Pinheiros (à esquerda de quem entra)
rua Paes Leme, 195 / telefone 11 3095-9400]

24.6.09

O relógio, o coração, o tempo



"Os relógios-cuco são um dos objetos mais procurados: é que são precisamente, porque captam o tempo sem surpresa na intimidade de um móvel, o que pode haver de mais tranqüilizador no mundo? A cronometria é angustiante quando nos determina tarefas sociais; mas é tranqüilizadora quando substantifica o tempo e o destaca como objeto consumível. Todos já experimentaram como o tique-taque de um relógio consagra a intimidade de um lugar: é que ele o torna análogo ao interior de nosso próprio corpo. O relógio é um coração mecânico que nos tranqüiliza a respeito de nosso próprio coração"

- Jean Baudrillard, em O Sistema dos Objetos

Das coisas que gosto de escutar

Aninha, 13: 'Não sei por quê, mas na festa Junina dessa escola o pessoal do G2 [colegial] é o q mais se diverte. '
Ian, 10: 'Deve ser porque eles já podem tomar caipirinha.'

* * *
Ian: 'Sabe por que não ligo pra futebol? Porque por exemplo: se o Santos ganhar do São Paulo, não quer dizer que Santos vai INVADIR São Paulo. Daí não acho importante. '

* * *
Eu: 'Hmmm, então você já tem namorada?'
Ian: 'Sim.'
Eu: 'E como ela é?'
Ian: 'Ah. Loirinha...'
Aninha: 'Ian. Ela é ALBINA. Não 'loirinha'. ALBINA.'

* * *
Ian: 'Sabe qual ia ser a primeira coisa que eu ia fazer se eu fosse pra um lugar onde NEVA?'
Aninha: 'O quê.'
Ian: 'Passar a LÍNGUA NO GELO'
Aninha: [abraçando o irmão] 'É POR ISSO que eu TE AMO'

21.6.09

Vai otimizando o otimismo ae

"Se você consegue criar uma enciclopédia com um milhão de pessoas que nunca se conheceram mas com a qualidade de uma Enciclopédia Britânica, o que mais você pode criar?" - trecho do documentário Us Now sobre redes sociais online

Oi, te dou um palpite? Vamos lá: Gênesis 11:1-9

O SENHOR desceu, a fim de ver a cidade e a torre que os homens estavam a edificar. E o SENHOR disse: «Eles constituem apenas um povo e falam uma única língua. Se principiaram desta maneira, coisa nenhuma os impedirá, de futuro, de realizarem todos os seus projectos. Vamos, pois, descer e confundir de tal modo a linguagem deles que não consigam compreender-se uns aos outros.»

TIPOS, VALEO MESMO HEIN. Depois reclamam que tem guerra, que o ser humano blá blá blá... Bem; essa passagem comprova a tese de que se algum homem nessa terra foi feito à imagem e semelhança do supra-citado, não restam DÚVIDAS que é este aqui:


Ráaaaaaa

Então já sabe: podem ir preparando as bagage e dando um talento no Babelfish.com, que deve vir chumbo grosso por aí.

a humanidade não decepciona

Praça do Pôr do Sol, 17:45

- mãe, só vamos embora depois que o sol for né
- só vou embora depois que baterem palmas

[palmas]

- mãe! (espantada) como você sabia?
- ora (ar de superioridade). sabemos de tu-do.

[mais fácil que tirar doce da mão de criança, convenhamos]

19.6.09

You're a Little Airplane, I'm a Little dinosaur

hoje queria falar pra vocês
sobre o instinto de autopreservação do continuum espaço-tempo.

(...)

pronto, falei.

tem um que tudo sabe e tudo vê

'ah, mas pode dar uma IMERSÃO TÉCNICA isso aí."

- taxista, querendo dizer 'choque térmico'

30.5.09

A prática da paciência


“Um fiel foi ao templo e, ao final de suas preces, pediu a seu Mestre que lhe desse mais paciência. E saiu, confiante de que seu pedido seria acatado. Mas eis que, sem entender por que, sua vida se tornou um loucura; era uma provação atrás da outra. Depois de alguns dias, cansado, retornou ao templo e, aos pés do Guru, desabafou:

– Afinal de contas, eu vim aqui para pedir paciência, e foi só sair do templo que minha vida se tornou um inferno.
Ao que seu Mestre lhe respondeu:
– Mas como você deseja obter paciência sem ter como praticar?”.

[Coluna Caminhos da Prática, por Isabela Fortes - Prana Yoga Journal #26]

19.5.09

above us


[aconchego]

only sky


[liberdade]

10.5.09

WHERE WERE YOU WHILE WE WERE GETTING HIGH?

@liamgallagher: 'SP, wasn't feeling too good last night, got a bit of the flu, you lot were beautiful as always, take care, see you soon'

Apesar da gripe de Liam Gallagher, do mau tempo e do preço dos ingressos, o evento superou expectativas. Das filas e tumulto que marcaram o festival Just a Fest, que trouxe o Radiohead em março, não se viu nem sinal. Entrada e saída da Arena Anhembi fluíram bem e a forte chuva, que castigou a platéia durante a apresentação do Cachorro Grande, parou minutos antes do das 22h, horário em que a banda Oasis - com pontualidade britânica - subiu ao palco.

Empolgação não é exatamente uma qualidade que deve ser esperada de uma banda inglesa, e o Oasis não poderia ser diferente: Liam mal tirou a mão do bolso, quando muito para segurar a meia-lua - e pouco tocar; e Noel Gallagher não é mesmo de muitos sorrisos. Ainda assim, falaram bastante com o público, Liam posou para fotos, em um misto de convencimento e simpatia, jogou o instrumento pra platéia, fez coraçãozinho com as mãos (!) e Noel chegou a mandar beijinhos para a platéia (!).

Apenas uma ocorrência ameaçou estragar o humor dos músicos, quando arremessaram pequenos objetos em direção ao palco: "Se vocês continuarem a atirar coisas no palco, nós vamos sair. É sério."

Sem grandes surpresas em relação às apresentações anteriores da turnê, o setlist equilibrou canções do mais recente álbum, Dig out your soul, com antigos sucessos como "Don’t look back in anger" e "The masterplan", em um show de rock direto e sem firulas visuais. No meio da platéia, um apelo: "Please, don't play 'Live forever'"; provocação, pedido sincero ou tentativa de conseguir o contrário? Liam limitou-se a apontar para a faixa e fazer um sinal de negativo com a mão. E não tocaram.

Assim como todos nós, Noel se perguntava: "O que há com o Oasis e com São Paulo? Sempre que tocamos aqui chove". Mas, ao contrário da chuva torrencial do começo ao fim do show em 2006, o tempo ficou estável, as nuvens se dispersaram e a lua cheia apareceu logo nos primeiros acordes de "Wonderwall". Momento mágico - digno da banda que encerrou com "I am the Walrus", cover dos Beatles (em apropriação tão justificada que poderia dizer-se que a música é deles), da trilha de Magical Mystery Tour.

Desta vez, o tempo abriu.

22.4.09

já pintei no parachoque um coração

Vocês conseguem ver todas as relações que há entre esses dois vídeos? Além do óbvio fato do John Hartford, personagem do vídeo de baixo, ser autor da canção original do clipe de cima, claro.



I pretend I hold you to my breast and find
That you're waving from the backroads
By the rivers of my mem'ry
Ever smilin' ever gentle on my mind.

7.4.09

A cara da páscoa

Quando eu era criança e minha família, católica, a Páscoa era uma espécie de anti-Natal: lembrávamos da morte de Jesus e seu martírio e nos abstínhamos de carne pois estávamos praticamente de luto; no sábado os rapazes participavam da malhação do Judas, lembrando como devia ser o fim de traidores profanos; e finalmente, no domingo de manhã, data do renascimento de Cristo (ufa!), como recompensa por tanta culpa, luto e pesar, ganhávamos pequenos ovos de chocolate, pintados um a um pelas mãos trêmulas de uma avó italiana.

Mas tudo isso foi no século passado, né? Por essas voltas que o mundo dá, sempre na direção do mais fofo, consumível e comercialmente viável, a Páscoa hoje está mais ligada ao que parecia um símbolo periférico e pouco claro, o Coelho da Páscoa; assim como o Natal cada vez menos tem a ver com Jesus e mais com o Papai Noel.

Sendo assim, em vez de ficar lamentando a morte da bezerra, Jesus, ou de quem quer que seja, podemos mandar aproveitar a data para enviar simpáticas lembranças personalizadas para amigos e parentes - os que tiverem e-mail, claro.

Faça a sua em http://www.faceinhole.com/


What the hell am I doing here?

6.4.09

num dia branco


segura a borda da mesa com
o cabelo vermelho vamos
para a polônia
ver a neve
andava tão dispersa assim
ele nunca conheceu a família com ganas
de frio. sempre aquele
movimento
preciso ler outras
coisas a frase cortada
no mesmo ponto fresta de luz
onde fala uma gargalhada
assomada à janela quando o vê
do outro lado da rua procurando o
castelo.
cabelo curto, segura a ponta
da mesa e mastiga as sílabas
em sua língua.

+ + +

[Marília Garcia, 20 Poemas Para O Seu Walkman (Cosac Naify/7 Letras) - Ilustração para a revista Vida Simples]

4.4.09

Isso explica muita coisa



- mãe, sabia que nós somos espermatozóides vitoriosos?
- hm, é, tem razão.
- preciso confessar algo...
- quê.
- eu trapaceei.

#Ianfacts

21.3.09

Everything In Its Right Place

Dez anos atrás ganhei, de um até então desconhecido, dois presentes que viriam a se tornar parte importante da minha vida: uma indicação para substituí-lo no cargo de zelador do site da Trip, e uma fita VHS com sete clipes de uma banda que eu 'precisava conhecer'.

Quase não acreditei quando recebi uma ligação de alguém que eu só conhecia de fóruns de webdesign, o hoje fotógrafo Luish Coelho. 'Oi, você quer trabalhar no site da Trip?' Ora, claro que sim, quem recusaria uma oferta dessas? O projeto gráfico vigente, do David Carson, era o sonho de consumo de nove entre dez designers naquela época, se é que ainda não é. Trip era a revista que eu lia, e o site já era um dos meus favoritos desde a primeira vez que acessei a home do UOL, naquele momento mágico ao som da conexão da linha discada. O ano era 1999, a internet, a lenha, só tinha um computador conectado para toda a redação e eu volta-e-meia era confundida com técnica em informática. Mas o desafio de lá pra cá ainda é o mesmo: levar o universo Trip ao maior número de pessoas possível; e complementar as matérias da revista com conteúdos em áudio, vídeo e interatividade - o possível na época. E a minha vontade pessoal, fazer um site à altura da revista que tanto admirava.

A fitinha com os videoclipes veio logo depois, como presente de aniversário: 7 Television Commercials, doRadiohead, foi amor à primeira vista. Tanto pela música e letra, quanto pelo apuro gráfico da capa e dos vídeos e - por que não dizer - pelo vocalista da banda. De lá pra cá foram seis CDs comprados (o In Rainbows não rolou), camisetas, duas fitas K7 gravadas pra ouvir no walkman, e depois a discografia completa em mp3 pra encher o iPod, incluíndo bootlegs, versões e outras raridades. A única coisa que faltava na lista de fã número um era, obviamente, ir a um show; falha esta que será sanada amanhã.

Coincidentemente, na mesma semana, entrou no ar uma versão dos sites da Trip e Tpm que considero a melhor, mais inteligente e completa em seus conceitos, intenções e conteúdo desde que entrei aqui. Digo isso sem medo de ser cabotina, porque de lá pra cá as coisas mudaram muito e claro que hoje não cuido deste site sozinha como dez anos atrás. Desde a concepção até o resultado que está no ar, incluindo as novidades que ainda estão por vir, foi pensado e elaborado pela sempre engajada equipe de mídias eletrônicas em conjunto com as redações da Trip e da Tpm, contando com as consultorias pertinentes da Try e da Direct Performance que souberam compreender bem o espírito do projeto, e pelo trabalho cuidadoso e paciente da Activeduck na parte da programação, transformando em realidade a estrutura complexa que rabiscamos.

Quer dizer, na minha cabeça que adora ver relação em tudo, a versão 2009 deste site está para aquela em que comecei a trabalhar em 1999 assim como o show do Radiohead na Chácara do Jóquei para 30 mil pessoas está para aquela velha fita VHS - que guardo com o mesmo carinho que o ingresso de amanhã.

Let's enjoy,
é tudo nosso!

- Eva Uviedo, in a right place since '99

13.3.09

Si tu dois partir



Mais si tu dois partir, va t'en
Mais si tu dois partir, va t'en
Si non, tu dois rester la nuit.

9.3.09

Eu acredito no semáforo



-Se puede aprender de cualquier cosa- dijo una vez el rabí de Sadagora a sus jasidim-. Cada cosa puede enseñarnos algo, y no sólo lo que ha creado Dios. Lo que hizo el hombre también puede enseñarnos.
-¿Qué podemos aprender de un tren?- preguntó dubitativamente un jasid.
-Que a causa de un segundo podemos perderlo todo.
-¿Y del telégrafo?
-Que cada palabra se cuenta y se cobra.
-¿Y del teléfono?
-Que lo que decimos aquí se oye allá.

[Martin Buber, Cuentos jasídicos: los maestros continuadores]
do sempre ótimo Dias Felizes

14.2.09

It's all right ma'


tenho começado toda conversa / preenchido qualquer lacuna, com / tenho trabalhado demais // paulistano tem um fetiche com isso? / nos encontramos pra tomar cerveja e competimos pra ver quem trabalhou mais / quem trabalhou no domingo / quem vai ficar de plantão no carnaval /@vitorfasano, olhai por nós // e tenho visto comédias romanticas demais / identifiquei um padrão de tramas e personagens e me sinto capaz de escrever uma / se quisesse, se precisasse / teria o john cusack e a drew barrymore / trilha sonora do elliott smith / e um labrador // voltei a pregar quadros na parede, sem me preocupar com o eminente fim do contrato da casa // tenho ouvido dezenas de vezes o disco Odetta sings Dylan //e estou apaixonada por um novo tom de vermelho / 'mais aberto' disse a manicure / combina com o colar novo, a blusa de lã // tenho comprado vestidos e sandálias como se não houvesse outra estação que não o verão // descobri que gosto de mais músicas do elton john do que considero aceitável / tenho me achado piegas demais, mas / I look inside myself and see my heart is black. / vi uma arraia de verdade e entendi porque elas são parentes do tubarão / quem a vê flanando leve pelo aquário pensa que é mansa / vai nessa. // as metáforas me abandonaram / mas considero um bom sinal / foram pra sempre ou migraram, como patos para o sul? tanto faz; vim do sul, vou pro norte, from the west unto the east,

8.2.09

Memories are made of this

diários de viagem
"There is no more spring in my heart. It is summer. The greeting of strange places sounds different to me. Its echo is quieter in my breast. I don’t throw my hat into the air. I don’t sing. But I smile, and not only with my mouth. I smile with my soul, with my eyes, with my whole skin, and I offer these countrysides, whose fragrances drift up to me, different senses than those I had before, more delicate, more silent, more finely honed, better practiced, and more grateful.
Everything belongs to me more than ever before, it speaks to me more richly and with hundreds of nuances. My yearning no longer paints dreamy colors across the veiled distances, my eyes are satisfied with what exists, because they have learned to see. The world has become lovelier than before. The world has become lovelier. I am alone, and I don’t suffer from my loneliness. I don’t want life to be anything other than what it is. I am ready to let myself be baked in the sun till I am done. I am eager to ripen. I am ready to die, ready to be born again.
The world has become lovelier."

["Mountain Pass" by Hermann Hesse: "Wandering" // ilustração para a revista Personnalité #6 (Itaú)]

2.2.09

You know you’re a cute little heartbreaker


após semanas de debates, argumentações racionais e algumas escolhas afetivas, finalmente chegamos à um consenso: a melhor música de todos os tempos é Foxy Lady; tks Wayne's World.

1.2.09

é sua? então pegue



Teu sorriso
olhinhos como margaridas negras
meu amor navegando na tarde
batidas de pêssego refletindo em seus olhinhos de
fuligem
cabelos ouriçados como um pequeno deus de salão
rococó
força de um corpo frágil como âncoras
gostei de você
eu também
amanhã então às 7
amanhã às 7
tudo começa agora num ritual lento & cercados de
gardênias de pano
Teu olhar maluco atravessa os relógios as fontes a tarde
de São Paulo como um desejo espetacular tão
dopado de coragem
marfim de teu sorriso nascosto fra orizzonti perduti
assim te quero: anjo ardente no abraço da Paisagem

Roberto Piva, Abra os olhos e diga ah! (1976)

30.1.09

Fábula da ostra & do Arenque

a ostra & o arenque

Vivia a ostra bela e ajuizadamente numa rocha. Não sonhava com o amor, mas quando fazia bom tempo ficava boquiaberta, na maior beatitude possível. Encontrou-a porém o arenque, e foi uma paixão à primeira vista. Ficou perdidamente enamorado sem se atrever a confessar-lho. Ora num dia de Verão a ostra bocejava feliz e queda. Encolhido atrás de um rochedo o arenque contemplava-a mas, de súbito, beijar a bem amada foi um desejo tão forte que nem pôde refreá-lo. Meteu-se então entre as placas abertas da ostra e esta, surpreendida, fechou-as decapitando o miserável que flutuou à deriva e sem cabeça, pelo oceano.

- Guillaume Apolinaire, "O Poeta Assassinado", 
tradução de Aníbal Fernandes, Estampa, colecção LIVRO B, Lisboa 1983
encontrado em Dias felizes.

28.1.09

We Have A Map Of The Piano

1. Cartografia (do grego chartis = mapa e graphein = escrita) é a ciência que trata da concepção, produção, difusão, utilização e estudo dos mapas; hoje temos o Google Maps, com imagens via satélite, mas antes tínhamos verdadeiros artistas, como...
... João Teixeira Albernaz, também referido como João Teixeira Albernaz I ou João Teixeira Albernaz, o velho (Lisboa, último quartel do século XVI — c. 1662), cartógrafo português, pertencente a uma família de cartógrafos cuja atividade se estende desde os meados do século XVI até ao fim do século XVIII. Sua obra é de grande interesse, tanto pela sua amplitude e variedade, como pelo registo do progresso dos descobrimentos e explorações portugueses, marítimas e terrestres, particularmente no Brasil. A sua produção é de mais de dezanove atlas, um grupo de quatro cartas e duas cartas soltas, para além de outra, incluída num atlas de origem diversa. Existem mais oito cópias de dois dos dezanove atlas, num total de duzentas e quinze cartas, mais duas gravadas, algumas delas na...

...vasta, organizada e disponível online coleção de mapas de David Rumsey. Tem muitos, muitos mapas relacionados com o Brasil, da época em que os portugueses chegaram aqui. Mais ou menos na mesma época, naus lusitanas aportavam do outro lado do mundo...
... isto é, as notícias acerca do Japão, antes da chegada dos Portugueses, eram escassas. A primeira notícia da existência do Japão provém de Marco Polo (1254-1324) e a sua obra foi a base dos nossos conhecimentos sobre grande parte da Ásia até meados do século XVIII.  O país chegou a ser representado, no século XV, como sendo uma grande ilha rectangular no Insularium Ilustratum do alemão Henricus Martellus, de cerca de 1490. A primeira representação efetiva do Japão data de 1550, em um mapa anônimo português; neste mapa também aparece, pela primeira vez, o nome da ilha. E foi assim que os portugueses desenharam o japão.

diários de viagem 
Graças a essas histórias - e claro, em grande parte ao meu honesto e lucrativo trabalho de desenhar mapas para nobres publicações editoriais - tenho me aproximado do interessante mundo dos cartógrafos, esses personagens tão importantes para a história das navegações, da cultura e não exagero em dizer, da civilização.

E é assim também que cada vez mais me distancio dos astros e finco meu pé de búfalo no chão: mapa, pra mim, já não é o astral. 

E se tenho mapas, co-piloto e direção, agora é tempo de viajar.

12.1.09

Bota na banguela, tira o pé do freio,

Maja Einstein is the younger sister of great scientist Albert Einstein. Maja was the only friend of Albert during his childhood. When little Albert saw his sister for the first time he thought she was a kind of toy and asked: “Yes, but where does it have its small wheels?”

-- da wikidumper, os rejects da wikipedia

8.1.09

sim, mas não no sul



são paulo, viajo porque preciso, volto porque te amo / ou viajo porque amo, volto porque preciso / em casa tive uma crise de pra que isso tudo, só preciso de um par de chinelos, mas já passou / na estrada, li "descompensados anônimos" onde estava escrito "compensados anatômicos"; talvez fosse o caso de ficar por lá? // things are getting better / all the time.

caro deus ou whatever, valeu por 2008, foi jóia,
capricha ai em 2009, é nois.