6.5.13

You can rest assured

Not a word was spoke between us.
There was little risk involved.
Everything up to that point
Had been left unresolved.
Try imagining a place where
It's always safe and warm.



from the Rolling Thunder Revue, at Fort Collins, Colorado, 23 May 1976; adoro essa versão, muito mais otimista. já deletaram do youtube, do dailymotion, de um site chinês de vídeos que não lembro o nome. agora está no vimeo (e no meu desktop).

18.4.13

Minha rede social é o amor



Jazz Messengers > melhor que Instant Messengers 

Comédia

Buster Keaton

G. tenta chegar a uma lata de biscoitos que está fora do seu alcance. O esforço é tremendo.
G. sabe que a lata está vazia mas não desiste. A insistência é incompreensível.
O público ri.

(gosto tanto deste blog: http://last-tapes.blogspot.com.br)

17.4.13

Celacanto provoca maremoto


CELACANTO
Considerados 'fósseis vivos', existem há 300 milhões de anos, sem grandes alterações na sua estrutura. Seria isso um sinal de um excelente nível de adaptação e evolução? Ou seria o celacanto apenas um chato, que ouve Kiss FM e acha que a música hoje em dia é um lixo e bom mesmo era o AC/DC, Pink Floyd, Chico Buarque, Elis Regina, Tonico e Tinoco? Em todo caso, pra quem achava que ele estava extinto: olha ele aí. #aiaicaramba

Mais sobre o peixe fora do tempo aqui:
http://www.dinofish.com/
http://esquizofasia.blogspot.com.br/search?q=celacanto

(*) Galeria de esquizoídolos

9.4.13

8.4.13

O mesmo medo









Abolição da escravatura? Mulheres com direito a voto? Direitos trabalhistas pra doméstica? E um só pavor.
Calma caras, lavar uma louça nem é tão terrível assim.

1.4.13

Você precisa de alguém que te dê segurança


NOT PANIC: remain calm.
if HOT, do NOT open door
WALK DOWN

(pull fire alarm, baby, i'm on fire)

31.3.13

The same old song



why do we have to carry on?
always singing the same old song
same old song

12.3.13

Também pudera




sempre quando que algo épico acontece, 
tem alguém pra subir no youtube, ainda bem 
#punkécompromisso

1.3.13

Águas de março


que venham a nós todos os mares, calmos ou bravios; rios subterrâneos, grandes águas atravessáveis, geladas com ou sem gás; lagos sobre lagos, nascentes, riachos, águas ancestrais; águas que levam, que trazem, que vão. 

e que tenhamos barcos e remos, braços, cordas, velas, ventos; e claro, alguma razão.

27.2.13

Segundos de silêncio e amor


Nos anos 70, Marina Abramovic viveu uma intensa história de amor com Ulay. Durante 5 anos viveram num furgão realizando todo tipo de performances. Quando sentiram que a relação já não valia aos dois, decidiram percorrer a Grande Muralha da China; cada um começou a caminhar de um lado, para se encontrarem no meio, dar um último grande abraço um no outro, e nunca mais se ver.

23 anos depois, em 2010, quando Marina já era uma artista consagrada, o MoMa de Nova Iorque dedicou uma retrospectiva a sua obra. Nessa retrospectiva, Marina compartilhava um minuto de silêncio com cada estranho que sentasse à sua frente. Ulay chegou sem que ela soubesse e, 

23.2.13

King of the world

No dia em que você acordar se achando muito foda, favor lembrar dos Tardígrados, animais com menos de 1 mm que podem sobreviver ao vácuo do espaço e radiação solar, pressões de 6 mil atmosferas, temperaturas de -273°C a 150°C, mil vezes mais radiação que um ser humano, e tem capacidade de restaurar seu próprio DNA. 


Fora que são uma gracinha.

Não há lógica que faça desandar



o que o acaso decidir.

15.2.13

Atiraste Uma Pedra





asteroides e meteoritos, escapamos por pouco.

24.12.12

Motivos pra comemorar


A Saturnália era um festival romano em honra ao deus Saturno que ocorria no mês de dezembro, no solstício de inverno (era celebrada no dia 17 de dezembro, mas ao longo dos tempos foi alargada à semana completa, terminando a 23 de dezembro). A festa reunia as comemorações pelo fim do ano agrário e religioso, somados também ao fim de um ano “velho” e início de outro novo, enchendo os romanos de esperanças e expectativas quando as próximas colheitas e o ano que começava. Um costume comum na Saturnália era visitar os amigos e trocar de presentes. Os assuntos mais sérios deveriam ser tratados na parte da manhã e à noite, e durante o banquete, enquanto bebiam, deveriam falar dos assuntos mais leves. Esses dias deveriam ser de alegria.

Esse trecho traduz de forma bem clara e concisa as características deste festival:

“Que ninguém tenha atividades públicas nem privadas durante as festas, salvo no que se refere aos jogos, as diversões e ao prazer. Apenas os cozinheiros e pasteleiros podem trabalhar. Que todos tenham igualdade de direitos, os escravos e os livres, os pobres e os ricos. Não se permite a ninguém enfadar-se, estar de mau humor ou fazer ameaças. Não se permitem as auditorias de contas. A ninguém se permite inspecionar ou registrar a roupa durante os dias de festas, nem depor, nem preparar discursos, nem fazer leituras públicas, exceto se são jocosos e graciosos, que produzem zombarias e entretenimentos”

Os festivais de inverno eram os festivais mais populares do ano em muitas culturas. As tradições de Natal modernas incluem troca de presentes e folia do festival romano da Saturnalia; verde, luzes e caridade do Ano Novo Romano;. madeiros do Yule e diversos alimentos de festas germânicas.

Por isso, seja em nome dos nossos ancestrais romanos, germânicos, mediterrâneos ou indo-americanos; sendo pagãos, cristãos ou ateus, acredito que temos motivos para celebrar a colheita do ano. Mesmo que não tenha sido assim tão farta, mesmo que tenha dado mais trabalho, mesmo que esse fim de mundo, ops, de ano, tenha demorado tanto pra passar. Mesmo que os costumes capitalistas do último século tenham ameaçado a pureza dessa festa. Mesmo que você tenha que agüentar seu tio contar pela milésima vez a piada do pavê; mesmo que o único jeito de demonstrar carinho na sua família seja perguntar quando você vai casar / ter filhos/ arranjar um emprego; ainda assim é um ótimo dia para relembrar a música do Fellini:

- não é um milagre ainda estarmos vivos?

É um milagre ainda estarmos vivos.

10.12.12

Sou eu Bola de Fogo




ainda não é a estrela de belém, mas já é 2012: um meteoro se desintegrou no ar enquanto ia rumo a dallas esta semana (essa foi por pouco, amigos). uma súdita indiana da coroa inglesa cometeu harakiri - a monarquia segue a mesma: mítica e barraqueira. indiferente à iminente queda do capitalismo, o paulistano promete ser generoso nas compras deste natal - e querem 'luz, muita luz', nem que alguém tenha que ir até a china buscar. e a imagem mais carregada de simbologias, metáforas, ventos de um futuro distópico deste ano vem a seguir (cuidado platéia, são imagens fortes):


chega logo, 2013.


8.12.12

Sobre o Homem



O homem moderno (descendente do homem de cro magnon) venceu facilmente o homem de neandertal na disputa pelos melhores terrenos, alimento e abrigo na última era glacial e foi um dos responsáveis, direta ou indiretamente, pela sua extinção. Mas tendo em vista que os neandertais habitaram a terra por aproximadamente 250 mil anos e nós estamos por aqui aos trancos e barrancos há mais ou menos 40 mil anos, nada mais, acredito que ainda não podemos nos considerar vencedores.

Selvageria, barbárie e civilização

"Cultura, no sentido antropológico, é o conjunto de realizações materiais e intelectuais de uma coletividade, não importa quão primitiva ela possa ser. Esse conjunto inclui técnicas, costumes, crenças e padrões de comportamento. Embora todas as comunidades humanas tenham sua própria cultura, elas podem apresentar diferentes níveis de adiantamento e de complexidade. Sob este aspecto, é possível classificá-las cm três patamares evolutivos. Todavia, deve-se frisar que o conceito de evolução, neste caso, tem sentido puramente técnico, não implicando qualquer juízo de valor, nem considerações de ordem ética ou moral.

Podemos distinguir os seguintes estágios na evolução das sociedades humanas:

Selvageria — Economia de coleta, nomadismo, organização clânica ou tribal, desconhecimento dos metais.

Barbárie — Produção de alimentos (agricultura e pastoreio), sedentarização total ou parcial, crescimento demográfico, uso dos metais.

Civilização — Vida urbana, Estado estruturado, religião institucionalizada, sociedade complexa, utilização da escrita.

Embora muitos tendam a considerar a civilização como um estágio superior da vida humana, usando as expressões selvageria e barbárie pejorativamente, a evolução da humanidade não significa um processo contínuo de aperfeiçoamento. Com efeito, é comum as civilização produzirem manifestações eticamente condenáveis e que não existiam nas sociedades ditas “inferiores”. Por exemplo: os índios apaches (selvagens) aprenderam a prática da tortura com os conquistadores espanhóis (civilizados)."

14.11.12

Lições de arte

- De escola artística só conheço a Renascentista - a melhor.
- "A melhor", Ian? Como você é cafona.
- É, ué. É em 3D. É colorido. Tem sapatos de madeira.

(caso encerrado)

13.11.12

Darkness at the break of noon



Eclipses both the sun and moon
To understand you know too soon
There is no sense in trying.

(That he not busy being born
Is busy dying)

You feel to moan but unlike before
You discover
That you'd just be
One more person crying.

8.11.12

De onde o vento vem



- De onde o vento vem? e pra onde ele vai?
Quero saber Muito disso

- Senhorita, o vento vem de uma área de alta pressão atmosférica e vai para uma área de baixa pressão atmosférica. Saudações carnavalescas.


[yahoo respostas tem a resposta precisa]

6.11.12

são coisas que vão e vêm

prata
um castiçal
a chama pequena de uma vela acolhida por este castiçal

um pranto
ou um barco
são coisas que vão e vêm:
música, elementos místicos
dança, bailarinas bufas
circo, corpetes rotos, suor, make up
copinhos de água mineral
alecrim, musgo e elefantes

e em volta, nuvens de pó-de-arroz
ricamente embrulhadas em papel-manteiga
talvez muita gente vislumbre, mas
afastando as folhagens por entre tanta teia oculta
tenha certo que
tenha certo que
tudo o que te der na telha eu te dou.

31.10.12

Essa é a noite do cachorro louco


Segundo uma lenda milenar, com origem em diversas culturas, diz-se que hoje é a noite do ano em que a fina membrana que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos está ainda mais tênue. O costume de fazer festa nessa data veio do medo de que as almas penadas aproveitassem a barreira frouxa pra fazer uma farra, vindo a se encostar nos pobres viventes desavisados. A ideia era juntar o bando para se proteger, com fogo, música e barulho, muito barulho. Os antigos acreditavam que, ao se fantasiar de seres das trevas, passariam desapercebidos em meio a outras assombrações.

Portanto, seja de Jack-o'-Lantern ou de Saci, de bruxa ou de curupira, o importante hoje é festejar; pra afastar os maus espíritos, homenagear os que já foram e comemorar que ainda estamos do lado de cá.

 




Way to hell

Curtindo muito esse calorzinho gostoso, Dante


28.10.12

Sally can't dance no more

Manual de segurança no trânsito para ciclistas, anos 1940 - pra nunca mais na vida se animar a pedalar :/
#cicloativismodadepressão

9.8.12

Sweetness, sweetness


O mundo pode ser macio como um gato ronronando deitado no veludo do casaco do Ringo Starr. 

[foto roubada da Cintia Loureiro, maior fã do R.S. do RS]

31.7.12

Dez milhões de coisas que a gente é



Eu e você
pra depois
Muita coisa pra logo mais
E quando junto o dia é bom
E quando separa a gente não
oscila

Dez mil coisas por segundo
Pelos dias que a gente aprendeu
Dez milhões de coisas que a gente é

Pelo nosso amor em movimento
Pode ser e é.

é.

(pra ouvir: http://letras.mus.br/tulipa-ruiz/e / www.tuliparuiz.com)

25.7.12

Magnetic fields



- adoro lugar assim
- assim como?
- assim, gramado, céu, imensidão...
- ...tela de abertura do windows
- isso.

16.7.12

Arte são coisas grandes

"Criatividade sem reflexão não existe. Não basta só fazer; é necessário olhar duramente para o que foi feito, pensar se tem valor. Uma coisa é estar cheio de emoção para fazer uma poesia, outra é ler e acreditar que ela sobrevive em meio a outras poesias. Se não sobrevive, não é arte, é terapia."

- Charles Watson, professor, sobre processo criativo

5.7.12

Como viver em SP sem carro

No livro Como viver em São Paulo sem carro, 12 personagens moradores da capital paulista falam sobre como andam pela cidade sem automóvel e apresenta trajetos favoritos e dicas de lazer, cultura, gastronomia etc. O livro foi idealizado pelo empresário Alexandre Lafer Frankel e escrito pelo jornalista Leão Serva. As fotografias são de Claudio Edinger e as ilustrações, minhas \o/ - trabalho pesado que adorei fazer.

Me identifiquei com muitos dos personages e reconheci muitas das trilhas, como da Maria Adelaide Amaral, que adora andar em cemitérios, o jornalista Matthew Shirts, que deu várias dicas pelo bairro da Liberdade, da escritora Vanessa Bárbara, que deu um roteiro infalível da Santa Cecília. E vi em muitos dos roteiros uma valorização, que acho muito saudável, da vida no bairro. Aquela coisa de saber o nome do dono da banca, do mercadinho, do balconista da padaria. De encontrar amigos indo ou vindo do mercado, da academia, da feira. De criar vínculos geográficos. De viver na maior cidade da América do Sul, mas se sentir aconchegado nos quarteirões que nos cercam. Depois disso fiquei com vontade de fazer meu próprio roteiro: o empório dos japoneses aqui da esquina, o lojinha do árabe, o 1,99 do seu antônio, o pastel do Cortás, o mercadinho do seu Abílio. Mas por enquanto fiquem com os do livro, que tem personagens muito mais interessantes.

21.6.12

Valsa de La Revolución

J.M.W. Turner (1775-1851), Dawn after the wreck, c.1841

Você não sabe ler
Tudo que você quer tem que ser na marra
Suas meias estão virando polainas

(Hoy yo no estoy bien
Yo no pateo perro muerto)

Ninguém repara em você
pela primeira vez na praia, depois de velho
como um rabo-de-peixe buzinando em La Habana

(Hoy yo no estoy bien
Yo no pateo perro muerto)

Isso é vida que se leve?
Enquanto uns andam de joelhos, outros tocam a pavana
Mudar de lugar ou mudar o lugar?

(Hoy yo no estoy bien

[Fellini & J.M.W.Turner]

31.5.12

A essência & os objetos


¿Acaso el universo se le ofrece como un “peso”?
¿Un peso que usted lleva, que usted arrastra?
 O, por el contrario, ¿tiene usted la sensación de “flotar” sobre el mundo?

¿A qué hora y en qué circunstancias siente usted con claridad a su “yo”?
 ¿Tiene éste un olor? ¿Un sabor? ¿Un color? ¿Una forma? ¿Tiene un “rostro”?

¿Cuándo tiene usted la impresión de que se le escapa?
¿Le agradan los en-sí? ¿O prefiere los para-sí?
¿Tiene plumas en los cabellos?

¿Es la Nada más sensible el domingo que los otros días?
¿Desea usted pasar en ella sus vacaciones?

¿La Esencia está mezclada con los objetos en forma de polvo?
 ¿O como un líquido?
 ¿O bien cómo raíces muy sutiles inmersas en el centro de las cosas?

Se perguntava Jean Tardieu (1903-1995), segundo me conta Eduardo Berti

27.5.12

Cavalo


um cavalo é um cavalo é uma cadeira é uma cadeira.

25.5.12


Obrigada movimento de translação da terra por mais um ano! 
Valeu força da gravidade por não nos deixar cair dela!

24.5.12

Hey, Mr. Tambourine Man


Feliz aniversário, e não vá perder o isqueiro, hein.

Outros virão





‎"Quando a gente tem um filho, acha a criança linda. Fala: 'Nossa, gerei um ser...' Não, a gente gerou um filhote da raça humana, por enquanto. Ele vai se transformar em um ser humano pelo processo da educação. E essa talvez seja a missão mais importante da família: o que chamamos de socialização, que é ensinar a criança a estar com os outros. É ensinar a criança a perceber e entender, não na teoria mas na vivência, de que ela não é a única de sua espécie; ela é mais uma. Que ela não é a primeira; muitos estiveram antes dela e contruíram muitas coisas antes dela chegar. E não será a última; outros virão."

- Rosely Sayão, no Café Filosófico

20.5.12

I'll be a cow for you



Hey, I'm your pitcher and you're my catcher   /   If you get butcher then I'ma gonna getcha   /   And I'm-a gonna betcha that I'll be bitcher   /   And get carried away

30.4.12

To understand

To understand you know too soon
There is no sense in trying
You feel to moan but unlike before
You discover that you’d just be one more
Person crying

( I got nothing, Ma, to live up to )