2.6.16

eu, tem dia



foto Ray Langsten

17.5.16



Parte do muro do cemitério do Araçá
caiu durante a chuva que atingiu a cidade nesta segunda-feira
e algumas gavetas com ossos tombaram na calçada.

E olha que essa foi a melhor notícia do dia até agora


Ele é esperto e persistente
Acha que nasceu pra ser respeitado
Ele é incerto e reticente
Acha que nasceu pra ser venerado
O palácio é o refúgio mais que perfeito
Para os seus desejos mais que secretos
Lá ele se imagina o eleito
Sem nenhuma eleição por perto
Ele é o esperto, ele é o perfeito
Ele é o que dá certo, ele se acha
O eleito

15.5.16

Se eu fosse dona de um meio de comunicação,
ia ter uma editoria chamada ¯\_(ツ)_/¯
ia usar de chapéu nas notícias ¯\_(ツ)_/¯
um carimbo pra usar no final dos vídeos ¯\_(ツ)_/¯
estaria liberado terminar os textos com ¯\_(ツ)_/¯
Mark Zuckerberg crie o botãozinho ¯\_(ツ)_/¯ pfv nunca te pedi nada.

11.5.16


como de costume,
certo está o Belchior

Conterrâneos Velhos de Guerra

Na ‪#‎DicadeDocumentário‬ de hoje fugirei um pouco dos óbvios 'O dia que durou 21 anos' (ótimo por sinal) ou outros sobre Golpes de Estado, aqui ou no mundo, de diferentes modelos - hoje podemos ver um ao vivo. Sugiro o excelente registro sobre a construção de Brasília: do projeto grandioso e utópico de cidade igualitária e democrática que, segundo o arquiteto Oscar Niemeyer falhou, à miserável vida das milhares de pessoas que a ergueram. Exploradas, escravizadas, massacradas, abandonadas à sua própria sorte, completamente à margem do novo Brasil que se anunciava. E pra quem acredita que os sistemas de saúde, educação, habitação, enfim, o país 'eram bem melhores antigamente': por favor, não deixem de ver. Mas prepara o estômago.



(via Bruno Torturra)

6.5.16

o importante é não perder o rebolado




Quem tava no volante do planeta
que o meu continente capotou
Me responde por favor

23.4.16

Já não odeio mais a minha voz, mas os meus cabelos.... afe.
No entanto, a materinha sobre o livro ‪#‎ToureandooDiabo‬ ficou ótima (como sempre, Arte 1) e eu expliquei tudo que tinha pra explicar: sobre o livro, os peixes, as coisas

Assistão:

18.4.16

"É preciso construir pontes e não erguer muros"
Não quero ponte nenhuma que me una a quem homenageia torturador, a racistas, a homofóbicos. Quero mais uma fileira de tijolos nesse muro. Um arame farpado. Uma cerca elétrica. Uma matilha de cachorros.

12.4.16

A Batalha do Chile Parte II - O Golpe de Estado

No capítulo anterior vimos como o Congresso Nacional paralisa o governo de Allende votando contra todas as reformas propostas por ele e cassando mandatos de um ministro atrás do outro, levando o país a um estado de completo caos.

Agora vou recomendar a parte II do excelente documentário A Batalha do Chile, onde uma greve de empresários donos das frotas de transportes paralisa o país e o negócio desanda de vez - apesar do apoio popular ao presidente eleito e à mobilização contra o golpe - graças à interferência dos militares, da mídia monopolizada controlada por um grupo de oposição e claro, dos Estados Unidos.

E o General Augusto Pinochet, até então leal ao governo, sobe ao poder após o Golpe de Estado que pretendia reestabelecer a ordem.

Pra quem tiver estômago, segue o link:




10.4.16

En la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas
.
Paulo Leminski

8.4.16

Milagre

Marquei mais um xiszinho no cartão fidelidade dessa temporada maravilhosa de shows do Fellini encerrada ontem.
Meu eu de 17 anos de idade está em festa.
É um milagre ainda estarmos vivos.
É um milagre.

7.4.16

A Batalha do Chile Parte I - A Insurreição da Burguesia

É um excelente documentário, mas poderia ser um filme de terror. Ou uma aula de como se acaba com um governo de esquerda democraticamente eleito através da combinação: boicote e embargo dos Estados Unidos e empresários + congresso paralisando medidas populares + manifestações e greves apoiadas por uma elite financeira - isso fora as divisões internas e o fogo amigo.

Só sei que é de chorar.

... e ainda tem a parte II e III, que eu estou com medo de ver.



31.3.16

Em 2005 foi criado o Dia Internacional da Lembrança do Holocausto no dia 27 de janeiro, aniversário da libertação de Auschwitz em 1945, para homenagear vítimas do nazismo e lembrar dos horrores do nazismo.

No mesmo ano, Argentina criou um feriado, o Día Nacional de la Memoria por la Verdad y la Justicia, no dia 24 de março, aniversário do Golpe Militar de 1976, para que seja impossível não tocar no assunto. Milhares saem às ruas anualmente em memória dos milhares de desaparecidos e pra dizer: nunca mais.

Por aqui, o dia ideal para uma efeméride semelhante seria hoje, 31 de março, data em que o presidente João Goulart foi deposto e marca o início da Ditadura Militar e dos mais terríveis 21 anos da história do país.

Enquanto isso não acontece, vale aproveitar pra relembrar os fatos que ocorreram naqueles tempos e o que aconteceu a seguir: repressão, perseguições políticas, cassação de direitos individuais, entreguismo, crise econômica, corrupção, endividamento, censura, torturas, assassinatos. A lista é longa e triste. E o pior: não estamos imunes a repetir.

Pra saber mais:

Golpe Militar 1964 (documentário)


Jango (documentário)


A grande partida: Anos de Chumbo (documentário com depoimentos de vítimas da ditadura)


18.3.16



Por entre fotos e nomes
Os olhos cheios de cores
O peito cheio de amores vãos
Eu vou
Por que não?

17.3.16

O mito da cordialidade

"'Somos cordiais' significa em primeiro lugar que agimos pelo coração - mesmo quando odiamos. (…) Existe um ódio que Euclides da Cunha notou como se fosse do sertão, ao dizer que havia um encontro entre o Brasil do litoral, civilizado, do século XIX com o Brasil antigo, violento - como se o ódio não fosse uma característica do Brasil, e sim dos grotões. (...) 
Vocês devem lembrar que na escola não aparece a expressão 'guerra civil' em toda a História do Brasil. Nós não utilizamos essa expressão quando o Rio Grande do Sul se separa durante dez anos do resto do Brasil; não utilizamos essa expressão na Cabanagem, na Sabinada ou na Balaiada; não utilizamos na revolução de 1932. Todos esses movimentos são revoltas regenciais, movimentos constitucionalistas, abriladas, movimentos liberais. Nós vivemos 'agitações', nunca guerra civil. Ora, se guerra civil é uma guerra de pessoas contra pessoas de um mesmo país, nós temos vivido sistematicamente episódios de guerra civil; inclusive disfarçadas ou iminentes, como na campanha da legalidade ou nas reações, ainda que fracas, ao golpe militar de 64. (...) 
Evitar a expressão 'guerra civil' quer dizer que nós evitamos a denominação da violência. Conseguimos dizer apenas expressões eufemísticas, uma maneira de atenuar nosso horror estrutural a imaginar que nós sejamos violentos. (...) 
A questão crucial da história brasileira é de que a violência é sempre do outro; nunca é minha. Ela é sempre um espanto, sempre inexplicável, só tem sentido no outro. Então constato que, por incrível que pareça, nós somos um povo profundamente pacífico, cercado de gente violenta por todos os lados."

Vale a pena gastar horinha e meia nessa ótima palestra do historiador e comentarista do Jornal da Cultura Leandro Karnal sobre o ódio no Brasil x o mito da cordialidade brasileira (e do ser humano em geral) pra entender porque isso não é, nem de longe, uma novidade.
Cheguei em casa e tinha atualização do java

Cês não imaginam como eu fiquei feliz. Que bom que ainda podemos ter algumas certezas.

13.3.16

Os meios para a compreensão: a idéia e o indivíduo


"Em geral se aconselha a governantes, estadistas e povos a aprenderem a partir das experiências da história. Mas o que a experiência e a história ensinam é que os povos e governos até agora jamais aprenderam a partir da história, muito menos agiram segundo as suas lições. Cada época tem suas próprias condições e está em uma situação individual; as decisões devem e podem ser tomadas apenas na própria época, de acordo com ela. No torvelinho das questões mundiais nenhum princípio universal e nenhuma memória de condições semelhantes poderá ajudar-nos — uma reminiscência imprecisa não tem força contra a vitalidade e a liberdade do presente. Nada é mais oco do que os apelos tantas vezes repetidos aos exemplos gregos e romanos durante a Revolução Francesa; nada é mais diferente do que a natureza destes povos e a de nosso próprio tempo."

"Uma primeira olhadela na história nos convence de que as ações dos homens emanam de suas necessidades, suas paixões, seus interesses, suas qualidades e seus talentos. É como se realmente nesse drama de atividades todas essas necessidades, paixões e interesses, fossem a causa e o principal motivo da ação. É verdade que este drama envolve também objetivos universais — benevolência ou nobre patriotismo, virtude e objetivos esses deveras insignificantes no vasto quadro da história. Talvez se possa ver o ideal da Razão realizado naqueles que adotam tais objetivos e na esfera de suas influências; entretanto, seu número é mínimo em proporção à massa da raça humana e sua influência, proporcionalmente limitada. Paixões, objetivos particulares e satisfação de desejos egoístas são, ao contrário, formidáveis motivos de ação. Sua força está em que eles não respeitam nenhuma das limitações que a lei e a moralidade impor-lhes-iam e no fato de que estes impulsos naturais estão mais próximos da essência da natureza humana do que a disciplina artificial e maçante que tende à ordem, ao autodomínio, à lei e à moralidade.

Quando examinamos este mostruário de paixões e as conseqüências de sua violência, o absurdo associado não apenas a eles, mas até (diríamos antes especialmente) com os planos bons e os objetivos honestos e quando vemos surgir daí o mal, o vício, a ruína que ocorreram aos reinos mais florescentes que a mente humana jamais criou, mal podemos evitar encher-nos de tristeza com essa mancha universal de corrupção. E, como esta decadência não é obra da natureza simples, mas da vontade humana, nossas reflexões podem muito bem levar-nos a um pesar moral, uma repulsa pela vontade boa (o espírito) — se é que esta tem realmente espaço dentro de nós. Sem exagero retórico, um simples relato verdadeiro das desgraças que destruíram os mais nobres governos e as mais nobres nações e os melhores exemplares da virtude privada forma um quadro assustador, despertando emoções da mais profunda e mais desesperançada tristeza, sem a compensação de um resultado consolador. Podemos suportá-lo fortalecendo-nos contra isto apenas pensando que assim deveria ser — é o destino, nada se pode fazer. Por fim, saindo do aborrecimento com que esta dolorosa reflexão nos ameaça, voltamos à vitalidade do presente, para nossos objetivos e os interesses do momento. Resumindo: voltamos ao egoísmo que está na praia tranqüila, gozando em segurança o distante
espetáculo do naufrágio e da confusão."

HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich, que não foi invocado a toa, em 'A Razão na História'

Obrigada, mundo, por ser assim.
não vou porque não
não vou porque não
não vou porque não
não vou porque não
não

11.3.16


‪#‎VoltaFamíliaTufão‬

6.3.16



recalque bombando por não ter tocado essa no show que eu fui :(((
que baita música, galere.

3.3.16

25.2.16

Rolam as pedras

Pra não dizer que o show de ontem foi perfeito, duas coisas que poderiam melhorar:

1) Essa música, This Place is Empty, deveria ser OBRIGATÓRIA em qualquer show dos Stones com mais de dez mil pessoas;

2) Ensinaram tanta coisa pro Mick Jagger falar em português, até beijinho no ombro, e não falaram pra ele dar uma dançadinha com BABYDOLL DE NYLON? PQP VCS.



21.2.16

Mississipi Goddam



Nina Simone, apenas com essa música, foi mais punk que Sex Pistols tocando God Save the Queen, mais contundente que Bob Dylan discursando contra a guerra, mais chocante que Roberto Carlos mandando tudo pro inferno, ou qualquer outro exemplo de letra-que-quebra-tudo que eu consiga me lembrar, de qualquer gênero musical.

A canção foi inspirada pelo atentado que matou quatro crianças negras numa igreja no estado do Alabama em 1963; e o grito-desabafo de revolta GODDAM teve um impacto enorme, ainda mais na voz de uma mulher negra em uma época em que segregação racial era lei. E isso foi só o começo da sua luta, que foi dura, longa e de fundamental importância.

Hoje é aniversário dela e só temos a agradecer.

Nina, que bom que você nasceu.

https://www.letras.mus.br/nina-simone/185487/traducao.html

7.2.16

1.2.16

E finalmente chegou fevereiro, também conhecido como O Mês Em Que Eu Vou Respirar O Mesmo Ar Que o Keith Richards.

Junto com ácaros e bactérias de mais 30 mil pessoas, mas já e alguma coisa.

25.1.16



A última vez que passei por aqui foram muitas⠀
era tudo diferente, esse prédio, aquela casa⠀
isto era assim, aquilo era assado,
nem reparei⠀
na cidade como uma foto antiga⠀
ela cada vez mais nova⠀
eu cada vez mais velha⠀

(ambas um pouco pior)


Os passeiozinhos deste fim de semana/feriado, cheios de sol, chuva, música, amigos e encontros deliciosos foram basicamente uma clara demonstração do porquê desta cidade, mesmo feiosa e problemática, ser tão querida.

São Paulo
é uma coisa que só a gente sabe: é nois.

13.1.16

★ Look up here, I'm in heaven. ★



#RIPDavidBowie


Sei nem o que dizer a esta altura do campeonato.
Só lamentar.

Em mais um desdobramento da maravilhosa Obra da Vida e Morte do Artista David Bowie, sua ex-esposa, confinada em um Big Brother de celebridades, recebe a notícia de seu falecimento e, ao compartilhar a informação com sua colega, menciona apenas 'David is dead', o que causa uma certa confusão pois a mesma pensa que quem morreu foi David, outro participante do programa. Não percam mais esse eletrizante capítulo:
‪#‎literaturapraquê‬



On Celebrity Big Brother today, David Bowie’s ex-wife Angela told Tiffany (“New York”) that he died, and Tiffany thought she was talking about one of their housemates/players of the game - David Gest - and not David Bowie, and what happened after… was wild. I'm motherfucking screaming. This is a fucking iconic moment on television.
Publicado por Superficial em Quarta, 13 de janeiro de 2016

31.12.15

Sem esquecer que:



1996, 2016, no fim dá tudo na mesma

21.10.15

O futuro não é mais como era antigamente



Marty Mcfly chegou no futuro e as pessoas no bar estavam vestidas como nos anos 60, usavam gumex no cabelo, compravam discos de vinil, tinham filtro de barro e coador de café de pano, cultivavam hortas em casa, escovavam os dentes com bicarbonato, iam pro parque com suas máquinas de escrever, abriu o jornal (tinha jornais!) e viu que a peste negra tinha voltado, ele entendeu foi nada.

10.9.15



[Francois Truffaut por Jeanloup Sieff, Paris, 1959]

7.9.15

Sobre amor & outros peixes



Obra em construção desde 2009, a série "Sobre amor & outros peixes" usa os seres do mar como analogia para os diferentes tipos de sentimentos, nuances e sutilezas que envolvem os relacionamentos humanos: amor, dependência, carinho, dominação, paixão; tentáculos, escamas e nadadeiras; tudo misturado suavemente, como uma dança em meio líquido, de movimentos tão delicados quanto distorcidos. O amor pode ser um peixe dourado, um tubarão, uma arraia que se finge inofensiva. Daqui pra frente as associações são infinitas e ficam a cargo de cada um.

O amor não é fácil de explicar.


(mais aqui: http://www.evauviedo.com.br/sobre-amor-e-outros-peixes)

6.9.15

Farta





Assisti o documentário 'Fed Up' no Netflix sobre a culpa da indústria alimentícia na epidemia de obesidade infantil nos EUA e olha, dá vontade de não comer nunca mais na vida algo com código de barras.
‪#‎MercadodaLapamelhoremtudo‬


Veja aqui: http://www.netflix.com/FedUp
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
En el valle, en la montaña
En la pampa y en el mar
Cada cual con sus trabajos
Con sus sueños cada cual
Con la esperanza delante
Con los recuerdos detrás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar

‪#‎FelizDiadoIrmão‬

30.4.15

O meu mal é nenhuma certeza



Moça deixe que eu ligue meu olhar em você
Você é mesmo uma cigana bonita
Mochileira deite comigo essa noite
E conte alguma boa e velha história
De umas noites de mágica em Machu Picchu
E os dias dourados na Califórnia

O encanto se foi
Mas você diz acreditar
No bem, na revolução, no amor,
No pé na estrada, no zen
Sua vida é um trem indo embora
Trens, estradas, cidades
Que a mim já não empolgam meu bem
A minha alma adoece
No Rio ou no Nepal
O meu mal nenhuma certeza
o seu mal é certeza total

Dança Mochileira
Que eu toco a guitarra
Dança Mochileira
E aquece a minha alma

Mochileira deite comigo essa noite
E conte alguma boa e velha história
De umas noites de mágica em Machu Picchu
E os dias dourados na Califórnia

Você tem o dom
de viver em qualquer lugar
Mesmo quando o medo vem
Uma noite nos Andes é fria
Mas o frio, ele é fácil de se espantar
Os Deuses sabem
Que a estrada ainda é uma farra
E depois o trovão não assusta
Alguém com essa marra de ser
Do tipo de cigarra
Que canta na chuva

Dança Mochileira
E aquece a minha alma
Dança Mochileira
Que eu toco a guitarra

27.4.15



A natureza é linda.

14.4.15

Era uma vez um restaurante tradicional em São Paulo. Depois que o dono morreu, os herdeiros resolveram deixar tudo na mao de uma empresa terceirizada de administracao de restaurantes. Os consultores, munidos de tabelas de custo/lucro etc, fizeram algumas mudanças, entre elas trocar o fornecedor de carne, e a marca do feijao por um mais barato (sendo que bife e caldinho de feijão eram os carros-chefe do estabelecimento). Além disso, mudaram o esquema de gorjetas dos garçons, igualando todos por baixo e prejudicando os mais antigos (e a gente bem sabe a importância de um garçom experiente e cordial), que foram para a concorrência, sem receber nenhum tipo de contra-proposta da parte do restaurante.

Agora OH! estão surpresos porque o movimento caiu.

Deve ser culpa da crise.

4.3.15

consciência pra ter coragem; força pra saber que existe


O lemingue é um bicho corajoso. Quando acuado, ataca até mesmo predadores dez vezes o seu tamanho. Assim como muitos outros animais que habitam regiões inóspitas, procriam loucamente como modo de preservação da espécie; mas frequentemente sofrem com o problema da superpopulação. Quando isso ocorre, eles migram em bando, aos MILHARES, rumo a outras regiões em busca de comida. Nada pode deter esse arrastão. No entanto, eles não medem muito bem a consequência dos seus atos: se no meio do caminho houver um penhasco eles pulam; se houver um rio caudaloso eles entram. Morrem muitos, mas a espécie sobrevive. Por isso adquiriram a fama de 'suicidas', mas eles são apenas um pouco (bastante) inconsequentes, tem um perigoso comportamento de manada, não planejam, não refletem, não pensam no futuro, apenas vão, de acordo com o agora.


Mas quem somos nós pra criticar esse comportamento, né?

17.11.14

Tangled Up In Blue





















We'll meet again someday on the avenue


31.10.14

Por causa do amor



she doesn't see

27.10.14

Saber perder é importante.
Saber ganhar também.
Feliz ano novo pra todo mundo, e bora viver.
\o/

26.10.14

#DilmaNovamente



[foto Helena Wolfenson]

22.10.14

só queria que as coisas fossem boas e as pessoas livres


A Confeitaria Mag publicou hoje um trecho inédito do novo livro da Clara Averbuck, a ser lançado ainda este ano. Para ilustrar (e também dar um gostinho do que vem por aí), liberamos o rascunho de um dos desenhos que estarão no livro. 

16.10.14

Um dia, vinte e seis anos atrás



42'43" minutos em outubro de 1988, pelas lentes de um turista japonês em São Paulo

6.10.14

O destino (à maneira dos... coreanos)


Encontraram-se os dois chineses.

— Olá, Shen-Tau, por onde andou?
— Ah, passei seis meses no hospital, Shin-Fon.
— Eh, isso é mau!
— Nada. Isso é bom: casei com uma enfermeira bacaninha.
— Ah, isso é bom!
— Que o que — isso é mau. Ela tem um gênio dos diabos.
— É, isso é mau.
— Não, não, isso é bom: o avô dela deixou uma herança e eu não preciso trabalhar porque ele acha que só eu sei cuidar do gênio dela.
— Oh, oh, isso é que é bom!
— Oh, oh, isso é que é mau! Com o gênio dela, às vezes não me dá um níquel. E como eu não trabalho, não tenho o que comer.
— Xi, isso é mau!
— Engano, isso é bom. Eu estava ficando gordo e mole — vê só, agora, o corpinho com que eu estou.
— É mesmo — isso é bom!
— Que bom! Isso é mau. As pequenas não me deixam e acabei gostando de outra.
— Êpa, isso é mau mesmo.
— Mau nada, isso é bom. Essa outra mora num verdadeiro palácio e me trata como um príncipe.
— Então isso é bom!
— Bom? Isso é mau: o palácio pegou fogo e foi tudo embora.
— Acho que isso é realmente mau!
— Mau nada: isso é bom. O palácio pegou fogo porque minha mulher foi lá brigar com a outra, virou um lampião e as duas morreram num incêndio. Eu fiquei rico e só.
— Isso… é bom… ou é mau, Shen-Tau?
— Isso é muito bom. Shin-Fon.

Moral: Nada fracassa mais do que a vitória, e vice-versa.

FERNANDES, Millôr. Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Nórdica, 1979. p. 61-2.

23.9.14

Primavera



Contemplo o rio, que corre parado
e a dançarina de pedra que evolui
completamente sem metas, sentado
não tenho sido; eu sou, não serei nem fui.
A mente quer ser
mas querendo erra
pois só sem desejos é que se vive o agora.
vede o pé de ipê, apenas-mente flora
revolucionariamente
apenso ao pé da serra.



22.9.14



He said "Mr Motherfucker, you know who I am"
And the barkeeper said, "No, and I don't give a good goddamn"
To Stagger Lee
He said, "Well bartender, it's plain to see
I'm that bad motherfucker called Stagger Lee
Mr Stagger Lee"

[amanhã pode ser primavera, pois hoje é aniversário de Mr. Nick Cave - and you better get down on your knees]


17.9.14

Maluf que fez

Bem, Paulo Maluf finalmente teve a candidatura impugnada por comprovada improbidade administrativa em um dos muitos casos pelos quais está sendo investigado; porém, sua inestimável ~contribuição~ para os debates políticos do Brasil jamais será esquecida.

Com vocês, o melhor de Dr. Paulo:




14.9.14

O novo de novo



"Você, que foi pra ruas, com bandeira em punho, acreditando num momento novo pro Brasil, é por você que eu vou continuar na luta e vamos pra ruas sim. Não vamos recuar. Nós queremos acabar com este atraso, porque direita e esquerda são atraso. Nós vamos para a modernidade, vamos para o novo, vamos com a juventude, com as mulheres, com as crianças, com os homens que acreditam que podem mudar."

‪#‎ONovoSempreVem‬
‪#‎JuntosChegaremosLá‬

12.9.14

Não me deixes mais



Só mesmo o Fagner tem ENVERGADURA MORAL pra fazer uma versão dessa música maravilhosa.

[veja aqui a versão original, com o autor, e legendas em português]

11.9.14

Se eu discordo de mim mesma, imagina de vocês.



3.9.14

Acordei com uma dúvida: se os dinossauros ainda estavam vivos, do que era feito o combustível que abastecia os carros no jogo Cadillacs & Dinosaurs?

29.8.14

23.8.14


12.8.14







Não é uma cena de programa de humor, piada, esquete do Monty Python ou algo assim.
É real.

8.8.14



Faltou dizer "por favor"

18.7.14

tudo bem, tal e qual,

e é sempre outra cidade

velha

17.7.14

I Don't Know What I Can Save You From



A última vez que passei por aqui
pensava vagamente em Nietzsche, Deleuze, Derrida
sem nada entender
e aproveitava, como hoje, um azul que o outono traz
(e depois leva pra lá)

A última vez que passei por aqui
pensei exatamente o que eu deveria ter dito
, mas com muitos minutos de atraso
(e nunca mais fez sentido falar)

A última vez que passei por aqui
foram muitas
era tudo diferente, esse prédio, essa casa
isso era assim, aquilo era assado,
nem reparei
na cidade como uma foto antiga
ela cada vez mais nova
eu cada vez mais velha

(ambas um pouco pior)