19.5.09
10.5.09
WHERE WERE YOU WHILE WE WERE GETTING HIGH?
@liamgallagher: 'SP, wasn't feeling too good last night, got a bit of the flu, you lot were beautiful as always, take care, see you soon'
Apesar da gripe de Liam Gallagher, do mau tempo e do preço dos ingressos, o evento superou expectativas. Das filas e tumulto que marcaram o festival Just a Fest, que trouxe o Radiohead em março, não se viu nem sinal. Entrada e saída da Arena Anhembi fluíram bem e a forte chuva, que castigou a platéia durante a apresentação do Cachorro Grande, parou minutos antes do das 22h, horário em que a banda Oasis - com pontualidade britânica - subiu ao palco.
Empolgação não é exatamente uma qualidade que deve ser esperada de uma banda inglesa, e o Oasis não poderia ser diferente: Liam mal tirou a mão do bolso, quando muito para segurar a meia-lua - e pouco tocar; e Noel Gallagher não é mesmo de muitos sorrisos. Ainda assim, falaram bastante com o público, Liam posou para fotos, em um misto de convencimento e simpatia, jogou o instrumento pra platéia, fez coraçãozinho com as mãos (!) e Noel chegou a mandar beijinhos para a platéia (!).
Apenas uma ocorrência ameaçou estragar o humor dos músicos, quando arremessaram pequenos objetos em direção ao palco: "Se vocês continuarem a atirar coisas no palco, nós vamos sair. É sério."
Sem grandes surpresas em relação às apresentações anteriores da turnê, o setlist equilibrou canções do mais recente álbum, Dig out your soul, com antigos sucessos como "Don’t look back in anger" e "The masterplan", em um show de rock direto e sem firulas visuais. No meio da platéia, um apelo: "Please, don't play 'Live forever'"; provocação, pedido sincero ou tentativa de conseguir o contrário? Liam limitou-se a apontar para a faixa e fazer um sinal de negativo com a mão. E não tocaram.
Assim como todos nós, Noel se perguntava: "O que há com o Oasis e com São Paulo? Sempre que tocamos aqui chove". Mas, ao contrário da chuva torrencial do começo ao fim do show em 2006, o tempo ficou estável, as nuvens se dispersaram e a lua cheia apareceu logo nos primeiros acordes de "Wonderwall". Momento mágico - digno da banda que encerrou com "I am the Walrus", cover dos Beatles (em apropriação tão justificada que poderia dizer-se que a música é deles), da trilha de Magical Mystery Tour.
Desta vez, o tempo abriu.
22.4.09
já pintei no parachoque um coração
That you're waving from the backroads
By the rivers of my mem'ry
Ever smilin' ever gentle on my mind.
7.4.09
A cara da páscoa
Mas tudo isso foi no século passado, né? Por essas voltas que o mundo dá, sempre na direção do mais fofo, consumível e comercialmente viável, a Páscoa hoje está mais ligada ao que parecia um símbolo periférico e pouco claro, o Coelho da Páscoa; assim como o Natal cada vez menos tem a ver com Jesus e mais com o Papai Noel.
Sendo assim, em vez de ficar lamentando a morte da bezerra, Jesus, ou de quem quer que seja, podemos mandar aproveitar a data para enviar simpáticas lembranças personalizadas para amigos e parentes - os que tiverem e-mail, claro.
Faça a sua em http://www.faceinhole.com/
6.4.09
num dia branco
segura a borda da mesa com
o cabelo vermelho vamos
para a polônia
ver a neve
andava tão dispersa assim
ele nunca conheceu a família com ganas
de frio. sempre aquele
movimento
preciso ler outras
coisas a frase cortada
no mesmo ponto fresta de luz
onde fala uma gargalhada
assomada à janela quando o vê
do outro lado da rua procurando o
castelo.
cabelo curto, segura a ponta
da mesa e mastiga as sílabas
em sua língua.
+ + +
[Marília Garcia, 20 Poemas Para O Seu Walkman (Cosac Naify/7 Letras) - Ilustração para a revista Vida Simples]
4.4.09
Isso explica muita coisa

- mãe, sabia que nós somos espermatozóides vitoriosos?
- hm, é, tem razão.
- preciso confessar algo...
- quê.
- eu trapaceei.
#Ianfacts
21.3.09
Everything In Its Right Place
Quase não acreditei quando recebi uma ligação de alguém que eu só conhecia de fóruns de webdesign, o hoje fotógrafo Luish Coelho. 'Oi, você quer trabalhar no site da Trip?' Ora, claro que sim, quem recusaria uma oferta dessas? O projeto gráfico vigente, do David Carson, era o sonho de consumo de nove entre dez designers naquela época, se é que ainda não é. Trip era a revista que eu lia, e o site já era um dos meus favoritos desde a primeira vez que acessei a home do UOL, naquele momento mágico ao som da conexão da linha discada. O ano era 1999, a internet, a lenha, só tinha um computador conectado para toda a redação e eu volta-e-meia era confundida com técnica em informática. Mas o desafio de lá pra cá ainda é o mesmo: levar o universo Trip ao maior número de pessoas possível; e complementar as matérias da revista com conteúdos em áudio, vídeo e interatividade - o possível na época. E a minha vontade pessoal, fazer um site à altura da revista que tanto admirava.
A fitinha com os videoclipes veio logo depois, como presente de aniversário: 7 Television Commercials, doRadiohead, foi amor à primeira vista. Tanto pela música e letra, quanto pelo apuro gráfico da capa e dos vídeos e - por que não dizer - pelo vocalista da banda. De lá pra cá foram seis CDs comprados (o In Rainbows não rolou), camisetas, duas fitas K7 gravadas pra ouvir no walkman, e depois a discografia completa em mp3 pra encher o iPod, incluíndo bootlegs, versões e outras raridades. A única coisa que faltava na lista de fã número um era, obviamente, ir a um show; falha esta que será sanada amanhã.
Coincidentemente, na mesma semana, entrou no ar uma versão dos sites da Trip e Tpm que considero a melhor, mais inteligente e completa em seus conceitos, intenções e conteúdo desde que entrei aqui. Digo isso sem medo de ser cabotina, porque de lá pra cá as coisas mudaram muito e claro que hoje não cuido deste site sozinha como dez anos atrás. Desde a concepção até o resultado que está no ar, incluindo as novidades que ainda estão por vir, foi pensado e elaborado pela sempre engajada equipe de mídias eletrônicas em conjunto com as redações da Trip e da Tpm, contando com as consultorias pertinentes da Try e da Direct Performance que souberam compreender bem o espírito do projeto, e pelo trabalho cuidadoso e paciente da Activeduck na parte da programação, transformando em realidade a estrutura complexa que rabiscamos.
Quer dizer, na minha cabeça que adora ver relação em tudo, a versão 2009 deste site está para aquela em que comecei a trabalhar em 1999 assim como o show do Radiohead na Chácara do Jóquei para 30 mil pessoas está para aquela velha fita VHS - que guardo com o mesmo carinho que o ingresso de amanhã.
Let's enjoy,
é tudo nosso!
- Eva Uviedo, in a right place since '99
13.3.09
Si tu dois partir
Mais si tu dois partir, va t'en
Mais si tu dois partir, va t'en
Si non, tu dois rester la nuit.
9.3.09
Eu acredito no semáforo

-Se puede aprender de cualquier cosa- dijo una vez el rabí de Sadagora a sus jasidim-. Cada cosa puede enseñarnos algo, y no sólo lo que ha creado Dios. Lo que hizo el hombre también puede enseñarnos.
-¿Qué podemos aprender de un tren?- preguntó dubitativamente un jasid.
-Que a causa de un segundo podemos perderlo todo.
-¿Y del telégrafo?
-Que cada palabra se cuenta y se cobra.
-¿Y del teléfono?
-Que lo que decimos aquí se oye allá.
[Martin Buber, Cuentos jasídicos: los maestros continuadores]
do sempre ótimo Dias Felizes
14.2.09
It's all right ma'

tenho começado toda conversa / preenchido qualquer lacuna, com / tenho trabalhado demais // paulistano tem um fetiche com isso? / nos encontramos pra tomar cerveja e competimos pra ver quem trabalhou mais / quem trabalhou no domingo / quem vai ficar de plantão no carnaval /@vitorfasano, olhai por nós // e tenho visto comédias romanticas demais / identifiquei um padrão de tramas e personagens e me sinto capaz de escrever uma / se quisesse, se precisasse / teria o john cusack e a drew barrymore / trilha sonora do elliott smith / e um labrador // voltei a pregar quadros na parede, sem me preocupar com o eminente fim do contrato da casa // tenho ouvido dezenas de vezes o disco Odetta sings Dylan //e estou apaixonada por um novo tom de vermelho / 'mais aberto' disse a manicure / combina com o colar novo, a blusa de lã // tenho comprado vestidos e sandálias como se não houvesse outra estação que não o verão // descobri que gosto de mais músicas do elton john do que considero aceitável / tenho me achado piegas demais, mas / I look inside myself and see my heart is black. / vi uma arraia de verdade e entendi porque elas são parentes do tubarão / quem a vê flanando leve pelo aquário pensa que é mansa / vai nessa. // as metáforas me abandonaram / mas considero um bom sinal / foram pra sempre ou migraram, como patos para o sul? tanto faz; vim do sul, vou pro norte, from the west unto the east,
8.2.09
Memories are made of this
2.2.09
You know you’re a cute little heartbreaker
após semanas de debates, argumentações racionais e algumas escolhas afetivas, finalmente chegamos à um consenso: a melhor música de todos os tempos é Foxy Lady; tks Wayne's World.
1.2.09
é sua? então pegue

Teu sorriso
olhinhos como margaridas negras
meu amor navegando na tarde
batidas de pêssego refletindo em seus olhinhos de
fuligem
cabelos ouriçados como um pequeno deus de salão
rococó
força de um corpo frágil como âncoras
gostei de você
eu também
amanhã então às 7
amanhã às 7
tudo começa agora num ritual lento & cercados de
gardênias de pano
Teu olhar maluco atravessa os relógios as fontes a tarde
de São Paulo como um desejo espetacular tão
dopado de coragem
marfim de teu sorriso nascosto fra orizzonti perduti
assim te quero: anjo ardente no abraço da Paisagem
Roberto Piva, Abra os olhos e diga ah! (1976)
30.1.09
Fábula da ostra & do Arenque
Vivia a ostra bela e ajuizadamente numa rocha. Não sonhava com o amor, mas quando fazia bom tempo ficava boquiaberta, na maior beatitude possível. Encontrou-a porém o arenque, e foi uma paixão à primeira vista. Ficou perdidamente enamorado sem se atrever a confessar-lho. Ora num dia de Verão a ostra bocejava feliz e queda. Encolhido atrás de um rochedo o arenque contemplava-a mas, de súbito, beijar a bem amada foi um desejo tão forte que nem pôde refreá-lo. Meteu-se então entre as placas abertas da ostra e esta, surpreendida, fechou-as decapitando o miserável que flutuou à deriva e sem cabeça, pelo oceano.
- Guillaume Apolinaire, "O Poeta Assassinado",
28.1.09
We Have A Map Of The Piano
22.1.09
12.1.09
Bota na banguela, tira o pé do freio,
-- da wikidumper, os rejects da wikipedia
8.1.09
sim, mas não no sul

são paulo, viajo porque preciso, volto porque te amo / ou viajo porque amo, volto porque preciso / em casa tive uma crise de pra que isso tudo, só preciso de um par de chinelos, mas já passou / na estrada, li "descompensados anônimos" onde estava escrito "compensados anatômicos"; talvez fosse o caso de ficar por lá? // things are getting better / all the time.
caro deus ou whatever, valeu por 2008, foi jóia,
capricha ai em 2009, é nois.
21.12.08
é ritmooooooo

é ritmo de férias
pois, me vou. rumo ao intrigante condomínio krakatoa, em um distante balneário ensolarado, com o carro cheio de livros, discos, queridos e claro, vários trapinhos elegantes e um raibanzão jackie o, que é pra esse mundo ver melhor.
se cuidem, não façam nada que vocês não fariam, nos vemos em 2009.
16.12.08
only stupid words

stupid memory
must you bring up these things?
stupid memory
can i forget all of that?
all of that crap
ok. sinto dizer que de 30 Gb de mp3 perdidos - da letra A até a M - o easy recover conseguiu recuperar apenas UM: 'O Gosto Novo da Vida' [1981], do Lula Côrtes. Seria alguma mensagem? Ou sinal?
* * *
esqueça os mortos que eles não levantam mais.
8.12.08
en la absurdidad de una fraccion

"Radiohead é muito líquido. O som é muita água e o texto é muito obscuro, muito 'não quero que você me entenda'. Mas é um grupo refinado e caprichado. Lindo de se ouvir. Acho que não vou ao show da Madonna, mas ao do Radiohead eu quero ir."
[Caetano Veloso, em seu blog]
É tudo muito caprichadinho mesmo, Caetano; então nós vamos, né? Legal.
* * *
Aliás, pra quem ainda não ouviu esta linda versão de 'High and Dry' com os cubanos El Lele de Los Van Van, posso dizer: parem tudo e ouvão já. TÔBCECADA.
A faixa foi pescada do CD Rhythms Del Mundo, lançado pelo grupo Buena Vista Social Club em 2006. Estrelas da música cubana como Ibrahim Ferrer e Omara Portuondo encontram Coldplay, Sting, Jack Johnson, Maroon 5 , Arctic Monkeys, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, entre outros. Bizarro. Não ouvi o resto, mas esta faixa é pra grudar. Não estranhem se me encontrarem na chácara do jóquei, em março, ainda cantando 'yo bibiréeeeeee / en la soledaaaaaaaaád'
5.12.08
solo nos miramos.

Hace tiempo debimos conocernos
pero yo lo había olvidado
y debió pintarse de azul para que le reconociera.
(Ayer lo encontré de pie mirando al cielo)
[coisas de luis gabriel pacheco, ilustrador mexicano genial]
sempre lembro do coelho da alice nesta época do ano.
2.12.08
Always and evermore

quem sabe, eu passaria aqui vez ou outra apenas pra contar umas coisas, de todo coração opinar veementemente, soltar um ou dois desabafos, ou desaforos; dizer ai, de como não gosto de tanta cor na roupa, de rostos hirsutos, enfeites natalinos com música, ou que não ligo nem um pouco pra movimentação de planetas no céu, e que muito pior do que não ver poesia nas coisas, é ver demais onde NÃO TEM.
mas o tempo é curto e a chuva, vem, into my arms, oh Lord, into my arms.
20.11.08
Enrosca em meu pescoço

daí que eu ganhei um colar de polvo. veja bem, agora eu sou uma pessoa que tem um colar de POLVO; vocês bem sabem o que isso significa. esse fato muda uma porção de parâmetros, porque eu nunca mais vou tirar o colar de polvo nem me preocupar em aumentar minha já suntuosa coleção de colares. em qualquer lugar, quem quiser me reconhecer, é fácil: sou a que está com um colar de POLVO. não facilitou?
18.11.08
sobre o amor
***
pombas são passarinhos?
***
-- não olha, não olha.
***
agora ninguém chora mais.
16.11.08
outra vez domingou, meu amor

então desenterraríamos velhos elepês e eu diria ah você também tem esse? que coincidência mais feliz // e também teríamos daqueles quadros de cortiça cheios de fotos sem medo, porque já passou tanto tempo, e parece bom envelhecer // daí tiraria da manga algo surpreendentemente novo, uma história, uma frase, uma mentira // ou algo gravado lá pela década de, não sei / e eu pensaria - ainda que um pouco desconfiada - mas como é que eu nunca soube disso? ou uma maneira de dizer, decentemente, como encontrei o amor da minha vida na zombie walk // o som de chinelos na escada / nossas senhas comuns configuradas / eu trago o livro, você me lê // e a vida, quem sabe faz ao vivo / enquanto você faz planos,
/ faço junto do piano estes versos pra você.
12.11.08
4.11.08
o abominável homem autobiográfico

31.10.08
para melhor atendê-lo

São Paulo / Trânsito BOM / 0Km de congestionamento; tá certo que é uma da manhã, mas gente. cadê o otimismo? // sonho de consumo 2867655/08: sofás Chesterfield infláveis // confissão: há tempos quero comprar dados, mas tenho vergonha de chegar pro cara da loja e perguntar 'oi, você tem dado?' // não perca tempo: conheça nossos amigos do fundo do mar // além do kit de primeiros socorros, tenha sempre um kit anti vampiros. nunca se sabe né // festinha animada com Arnold Schwarzenegger, 1977// a.m.o. / sonho de consumo 87462465/08: banheira na sala // acabei de encher minha própria sala com teias de aranha // biba méjico! acá está todo pruento para conmemorarse: lo raluín y el dia de lo hablarse portuñol. Y usted?
26.10.08
Minha alma chora
Meu sujo olho vermelho,
Não fico calado, não fico parado, não fico quieto,
Corro, choro, converso,
E tudo mais jogo num verso
Intitulado
Mal secreto.
[Jards Macalé no Teatro Municipal na Virada Cultural 2007 - melhor show que já vi. de chorar de emoção]
21.10.08
tempos modernos
no profile diz q ficou solteiro(a)
eef says (6:50 PM):
facebook?
RB. says (6:51 PM):
é
eef says (6:51 PM):
gentem
mas agora isso?
eef says (6:51 PM):
eam
eef says (6:52 PM):
Você deve ser amigo de Fulano(a) para ver seu perfil completo.
po, eu nao sou amiga
RB. says (6:52 PM):
Fulano(a) está listado como solteiro(a). - Comentar
eef says (6:52 PM):
'comentar' hahahahahahha
RB. says (6:52 PM):
o mundo virou uma coisa ridícula
eef says (6:52 PM):
por isso vc ta aqui ne
comentando
RB. says (6:53 PM):
em pvt
eef says (6:53 PM):
em vez de repercutir, SHARE THIS.
20.10.08
14.10.08
Jamais
não me perco de mim
mais.
[Don't let hurricanes hold you back
Raging rivers or shark attacks
Find love, and give it all
away.]
11.10.08
A louca dos gatos
Nas paredes de aço do elevador D do Sesc Pinheiros, dentro da Mostra Sesc de Artes, fica lá até dia 18. "Que lindo, podia ficar pra sempre" disse uma usuária da unidade para a ascensorista; eu meio que me emocionei. Difícil de fotografar, por causa do reflexo; mas ao vivo ficou bem legal, posso garantir. veja a louca dos gatos inteira, aqui.
Ou lá: SESC Pinheiros [Rua Paes Leme, 195 Tel.: 3095-9400 email@pinheiros.sescsp.org.br
De 8 a 18, terça a sexta, 7h às 22h. Sábado, 10h às 21h. Domingo, 10h às 19h]
4.10.08
Literatura de elevador
Este ano a proposta é Multiplicidade.
Com a palavra, os organizadores:
“A soma de experiências vividas nas edições passadas levou a equipe à questão-síntese da mostra: quais são os lugares da arte contemporânea? Percebemos que são vários; Vimos que a arte se manifesta nos espaços tradicionais e na ocupação de espaços não usuais. (...)Tudo isso é pra dizer que vai ter manifestações artísticas para todo lado. Bebedouros, elevadores, guardanapos, paredes, tetos, chão:
Pensando no deslocamento dos espaços tradicionalmente dedicados às artes e no estímulo a diferentes níveis de fruição, a edição 2008 da Mostra Sesc de Artes traz como elemento inspirador a busca por ações artísticas em distintas dimensões: desde ocupações em macro escala, dialogando com a arquitetura das unidades e espaços urbanos, até ações de pequeno porte, que valorizem ocupações não-usuais.”
“É muito importante você poder se deparar com uma obra de arte na rua, que não tenha aquela aura de monumento, algo distante das pessoas.”Aí falou minha língua. Arte acessível, desmistificada, fora da moldura, desfrutável, gostosa, espalhada por todos os lugares, macia como um gato? Adoro. Pode passar a mão, encostar a bunda, pisar em cima, derrubar água, levar pra casa? Pode.
Daí que o Sesc convidou a escritora e amiga Clarah Averbuck a “libertar o seu texto do suporte livro, para que seja usado em meios não-usuais”; e ela me indicou pra ilustrar, oba.
E o texto que ela escreveu pra ocasião fala coisas que eu muito concordo: de como São Paulo é uma merda mas é legal, e de como a gente não troca isso aqui por nada, de como ficar em casa é uma delícia, e tem os gatos e violão e delivery.
E no desenho tem tudo isso e tem o sofá vermelho alado, e tem prédios flutuantes, e ficará estampada por dez dias nas paredes do elevador de aço do Sesc Pinheiros e vai ficar lindo lindo lindo e eu quero que todo mundo vá lá ver, até porque no elevador do lado vai ter uma ilustra do meu amigo e sócio Kerges que com certeza também vai ser foda; e de quebra bora comer um sanduíche de berinjela na Comedoria por módicos quatro reais - uma verdadeira obra de arte acessível a todos.
e mais:
- veja o que já rolou nesses 12 anos de Mostra
- fique de olho nos projetos com curadoria do Ricardo Silveira, que entorna poesia no chão... e nos bebedouros, ônibus, seu bolso, celulares.
- tropece com harmonia na prosa de escada, com Chico Mattoso, Joca Reiners Terron e Santiago Nazarian e ilustrações de Andres Sandoval, Valéria Marchesoni e Alexandre Matos.
Negózdi Sesc. Artes visuais. Intervenção. Reflexão em meio ao fluxo.
Me segura, eu tô ADORANDO.
25.9.08
para sonhar com o tubarão que sonha
[intuía que essa habilidade meeting empresarial um dia ia servir pra algo melhor que explicar metas e cronogramas; será?]
+ veja mais e melhor
- Mnemomáquina
- Vale do Zuma (apresentado na PKN/SP I)
- As coisas todas, explicadas
23.9.08
1. o pior cliente do mundo: fica na vila olímpia e eu gastei cem paus de táxi; pagava mal. no meio do trabalho elas resolveram 'ah, não vamos usar estampa nessa coleção'. você nos devolve as referências? pelo CORREIO.
2. o óculos mais zicado do mundo: paguei 75 reais e guardei na bolsa. quando passei na catraca do ônibus ele BRECOU. quebrou, não tem conserto.
18.9.08
Everything is gonna be alright
Noto q está tudo bem na minha vida quando deleto o e-mail do Horóscopo Personare e abro o de ofertas Tok Stok, em vez.
10.9.08
Nossa Senhora do Livro Lançado
Er, oi. Só para contar que o livro Nossa Senhora da Pequena Morte [composição à quatro mãos - textos Clarah Averbuck + arte Eva Uviedo - batucada em máquina de escrever e embalada em LPs antigos] ficou pronto. E pronto, no caso, significa prontíssimo, terminado, revisado e impresso, em tiragem limitada, numerada e assinada, lançado pela Editora do Bispo (taí seu bispo que não me deixa mentir). Tem desenhos, colagens, coisas escritas à máquina, outras à mão, muita fita crepe, mulheres-polvo, vitrolas, coelhos, café, cigarros, piadas internas, muito vinho de caixinha, todas aquelas coisas. Tem mais coisa aqui, espero que gostem.
29.8.08
25.8.08
muito pouco sangue
* * *
quinta-feira // cinco reais e trinta e um centavos - como tudo aumentou! - e uma enorme preguiça de chorar. gosto da idéia: em madagascar (ilha, ilha do amor) desenterram os mortos e os levam pra dançar, que tal? o comprovante emitido por elizangela tem proporção áurea e convive com vivos e mortos sem dor. já eu, não. não?
* * *
sexta-feira // o futuro foi ontem? descansei.
* * *
sábado //
* * *
domingo // comprei cigarros
, e ainda tinha um maço cheio,
no raro silêncio da tarde, ao longe ouço um coro
cantar parabéns.
* * *
p. s. : que solitário e humilhante pode ser o amor, hein?.
23.8.08
é nóis no TATE
(it's we on the tape, ops tate)
Dear eef.
Tate Modern is delighted to inform you that your photograph
www.flickr.com/photos/evauviedo/478588570
has been selected by the judges to be included in the exhibition photobook, Street or Studio.
Your image will also be shown in a slideshow in the gallery for the remainder of the exhibition and archived on Tate Online as part of the exhibition's website. In the book, your image will appear with its title, your name and the address of its Flickr page. Finally, once the book is produced, you will receive a copy. We’ll let you know more about how to receive it nearer the time
Congratulations on the selection of your photograph.
We look forward to hearing from you soon.
Best wishes,
All at Tate
11.7.08
as coisas todas, explicadas
, de jeito que a Board of Directors possa entender.
[Projeto apresentado na primeira edição do Pecha Kucha Night-SP, como parte do Simpósio Emoção Art.ficial 4.0 – Emergência! no Itau Cultural.]
19.6.08
JOHNNY, from Massachusetts

|
3.6.08
13.5.08
Like a drunk in a midnight choir


(pássaro repousa sobre fio de alta-tensão na Argentina;
ao fundo, céu escurecido pelas cinzas do vulcão)
26.4.08
há uma sutil diferença entre vivos e mortos

Os mortos não vivem mais. Vivos não descansam em paz. Mortos não saem dali. Ninguém sai vivo daqui. Vivos não sabem viver. Mortos souberam morrer. Há vivos mortos. Há mortos vivos. Mortos não mais importam. Vivos não mais se importam. Vivos são quentes; mortos são frios. Vivos estão cheios. Mortos são vazios. Vivos vêm e vão, ouvem, sabem e vêem, ou não; pensam e fazem, com ou sem razão. Vivos erram e sentem muito. Mortos não erram, e não sentem. Vivos são, de verdade. Mortos, não mentem.
24.4.08
o destino me acomete
o rio que passa aqui embaixo
sempre correu para o mesmo lado;
e eu posso ir e posso voltar.
é o rio tão livre quanto eu,
ou serei eu preso no fluxo contínuo
como é o rio? *
ontem a terra tremeu e eu, embaixo dela, não senti nada. só tive uma vontade-ziiiiiinha de chorar duas vezes no final de um livro, quando sombra do menino envolve a dor que levaria para sempre. muitas vezes penso: o que foi que eu disse de errado? qual mancha eu deixei agora? então tento pensar nas coisas como se já fossem memórias, como um presente imperfeito, um futuro do pretérito.
mas puxa, todos tão bonitos e eu com esse medo. do futuro, do passado.
o que será que eu estava fazendo quando a terra tremeu? só soube mais tarde, como de costume: nunca estou presente nos grandes momentos da história. sempre distraída com algo, como naquela manhã sonolenta da queda das torres; como naqueles dias ótimos e hedonistas no reveillon do tsunami; e quando tudo foi embora naquele ano das águas que culminou com o rio mississipi levando em seu fluxo caixões, casas, entes queridos, anjos.
as coisas me chegam depois, já como histórias, «a menina morta», «o padre que se perdeu no mar numa noite de lua cheia preso a mil balões coloridos», «os ossos do polvo e o rei-peixe» e «como foi que eu cheguei aqui».
ou então chegam antes, como previsões, presságios, estúpidos prenúncios de apocalipse.
pois bem. entrando no inferno astral, este ano decidi jogar fora de vez qualquer bússola. afinal, não estarei, indo contra as previsões, apenas favorecendo as circunstâncias, como na lenda sufi? não saberei; nem dos perigos dos rios, nem dos fluxos, nem da segurança das pontes. pois, se for rio eu - peixe - nado, se for céu azul above us, te vejo, e se a terra tremer, eu danço.
* * *
("Obstinação em suas veias", Só o Abimonismo Salva, Abimonistas)
15.4.08
4:20 e uma pitada de civilização

«Ao terminar uma refeição, a pessoa deixa o garfo e a faca unidos em paralelo, dentro do prato, com os cabos apoiados na borda do lado direito, aproximadamente na direção 4:20 horas. A etiqueta recomenda que o lado cortante da faca esteja voltado para o interior do prato e o garfo, ao modo inglês, com os dentes para cima (Fig. 4), e ao modo francês, para baixo.
É considerado reprovável deixar os talheres inclinados, com as pontas apoiadas nas bordas, do lado de fora e de cada lado do prato, como as asas abertas de uma ave.»
«nesse site vc tbm encontra:
Filosofia Moderna, Filosofia Contemporânea, Temas de Filosofia,
Psicologia e Educação, Boas Maneiras e Etiqueta, Contos,
Restauro, Genealogia, Geologia, Livros»
o mundo ficou mais fácil?
(não responda nos comments inexistentes, esta - e todas as outras - são perguntas retóricas)
8.4.08
os ossos do polvo

3 coreanos comendo polvo vivo
www.youtube.com/watch?v=rSoNa2-Tqh8
www.youtube.com/watch?v=5T4c4g3iXv0
www.youtube.com/watch?v=9b_aZUOnvRQ
e um polvo sendo foda
www.youtube.com/watch?v=T8cf7tPoN5o




