5.11.12

Acabou o rivotril?



Faça um favor a si mesmo, dê um google images por: alpaca   (oferecimento: Ian)

31.10.12

Essa é a noite do cachorro louco



Segundo uma lenda milenar, com origem em diversas culturas - celtas, gaulesas, latinas, ameríndias - a noite do 31 de outubro é a noite do ano em que a fina membrana que separa o mundo dos vivos do mundo dos mortos está ainda mais tênue. Para os celtas, o Samhaim era a época em que as almas dos mortos retornavam a suas casas para visitar os familiares, para buscar alimento e se aquecerem no fogo da lareira; o nevoeiro mágico se dispersava e os elfos podiam ser vistos pelos humanos. A fronteira entre o 'Outro Mundo' (Sídhe) e o mundo real desaparecia. Há relatos desse tipo de festa também nas culturas da América Central muito anteriores à chegada dos Europeus. No México, a celebração começa nessa noite e se estende até o Dia dos Mortos. Segundo a tradição, nessa data os falecidos vêm visitar seus parentes, por isso é festejada com comida, bolos, festa, música e doces preferidos dos entes queridos.

A FESTA
O costume de fazer festa nessa data veio do medo de que as almas penadas aproveitassem a barreira frouxa pra fazer uma farra, vindo a se encostar nos pobres viventes desavisados. A ideia era juntar o bando para se proteger, com fogo, música e barulho, muito barulho. Os antigos acreditavam que, ao se fantasiar de seres das trevas, passariam desapercebidos em meio a outras assombrações.



Desde então, a tradição juntou-se a outras, e como todas as outras festividades pagãs, foi sincretizada, aproveitada e absorvida por católicos e capitalistas, misturada, distorcida e conspurcada; e quem vai na festinha na Pink & Blue ou aproveita as ofertas de sangue falso na 25 de março não está nem de longe consciente do que representa a data ou preocupado em manter uma tradição legítima - no entanto, ainda assim está contribuindo com sua barulheira para a verdadeira função social da celebração.

Portanto, seja vestido de Jack-o'-Lantern, bruxa, vampiro ou de Curupira e Saci, o importante nesse dia é festejar: pra afastar os maus espíritos, homenagear os que já foram e comemorar que ainda estamos do lado de cá.






































Way to hell



Curtindo muito esse calorzinho gostoso, Dante

30.10.12

Um surdo-mudo não incomoda ninguém





http://signlanguagelady.tumblr.com

Eu fico olhando aquele surdo-mudo,
Tentando descobrir o que se passa
Em sua cabeça sem barulho.

A boa educação por natureza
Não lhe permite uma palavra torpe
Pra ofender seus inimigos.

Nunca ouvirá uma canção no rádio
Que fale de amor ou de tristeza.

Eu fico olhando aquele mudo surdo,
Pensando em como é atrofiada
Aquela língua sem fonemas.

Um surdo-mudo não incomoda ninguém,
É sempre desapercebido.

Não incomoda ninguém.
Não incomoda.

mordidinhas de amor


28.10.12

Sally can't dance no more


Manual de segurança no trânsito para ciclistas, anos 1940 - pra nunca mais na vida se animar a pedalar :/

#cicloativismodadepressão

9.9.12

9.8.12

Sweetness, sweetness


O mundo pode ser macio como um gato
ronronando deitado no casaco de veludo do Ringo Starr.

[foto roubada da Cintia Loureiro, maior fã do R.S. do RS]

31.7.12

Dez milhões de coisas que a gente é



Eu e você
pra depois
Muita coisa pra logo mais
E quando junto o dia é bom
E quando separa a gente não
oscila

Dez mil coisas por segundo
Pelos dias que a gente aprendeu
Dez milhões de coisas que a gente é

Pelo nosso amor em movimento
Pode ser e é.

é.

(pra ouvir: http://letras.mus.br/tulipa-ruiz/e / www.tuliparuiz.com)

25.7.12

Magnetic fields


- adoro lugar assim
- assim como?
- assim, gramado, céu, imensidão...
- ...tela de abertura do windows
- isso.

16.7.12

Arte são coisas grandes

"Criatividade sem reflexão não existe. Não basta só fazer; é necessário olhar duramente para o que foi feito, pensar se tem valor. Uma coisa é estar cheio de emoção para fazer uma poesia, outra é ler e acreditar que ela sobrevive em meio a outras poesias. Se não sobrevive, não é arte, é terapia."

- Charles Watson, professor, sobre processo criativo

5.7.12

Como viver em SP sem carro

No livro Como viver em São Paulo sem carro, 12 personagens moradores da capital paulista falam sobre como andam pela cidade sem automóvel e apresenta trajetos favoritos e dicas de lazer, cultura, gastronomia etc. O livro foi idealizado pelo empresário Alexandre Lafer Frankel e escrito pelo jornalista Leão Serva. As fotografias são de Claudio Edinger e as ilustrações, minhas \o/ - trabalho pesado que adorei fazer.

Me identifiquei com muitos dos personages e reconheci muitas das trilhas, como da Maria Adelaide Amaral, que adora andar em cemitérios, o jornalista Matthew Shirts, que deu várias dicas pelo bairro da Liberdade, da escritora Vanessa Bárbara, que deu um roteiro infalível da Santa Cecília. E vi em muitos dos roteiros uma valorização, que acho muito saudável, da vida no bairro. Aquela coisa de saber o nome do dono da banca, do mercadinho, do balconista da padaria. De encontrar amigos indo ou vindo do mercado, da academia, da feira. De criar vínculos geográficos. De viver na maior cidade da América do Sul, mas se sentir aconchegado nos quarteirões que nos cercam. Depois disso fiquei com vontade de fazer meu próprio roteiro: o empório dos japoneses aqui da esquina, o lojinha do árabe, o 1,99 do seu antônio, o pastel do Cortás, o mercadinho do seu Abílio. Mas por enquanto fiquem com os do livro, que tem personagens muito mais interessantes.

28.6.12

pra ser jesus numa moto



che guevara dos acostamentos,
bob dylan numa antiga foto,
classius clay antes dos tratamentos.

21.6.12

Valsa de La Revolución

J.M.W. Turner (1775-1851), Dawn after the wreck, c.1841

Você não sabe ler
Tudo que você quer tem que ser na marra
Suas meias estão virando polainas

(Hoy yo no estoy bien
Yo no pateo perro muerto)

Ninguém repara em você
pela primeira vez na praia, depois de velho
como um rabo-de-peixe buzinando em La Habana

(Hoy yo no estoy bien
Yo no pateo perro muerto)

Isso é vida que se leve?
Enquanto uns andam de joelhos, outros tocam a pavana
Mudar de lugar ou mudar o lugar?

(Hoy yo no estoy bien
Yo no pateo perro muerto
Yo no pateo perro muerto
Hasta la victoria siempre
Viva la revolución!)

[Fellini & J.M.W.Turner]